Ao ver Catarina entrando pela porta do consultório Maria já sabia que algo de estranho havia acontecido. Catarina estava cabisbaixa e pouco falante.
- O que houve, Catarina?
- Odeio avaliações. Tudo no mundo é uma avaliação.
Maria não havia entendido o que Catarina queria dizer com avaliações. Esse era um tema novo naquele espaço. Isso intrigou a terapeuta, que a um certo tempo esperava uma brecha para discutir pontos importantes no esquema de pensamentos de Catarina. Até aquele momento Maria ouvia mais e empenhava-se em construir um espaço acolhedor para Catarina.
- Eu não sei... Estou confusa, Maria. Muito confusa. De repente parece que o mundo todo gira em volta de um grande complô, onde todos são avaliados. Nós somos avaliados na escola, em casa, para dirigir, para trabalhar... são avaliações orais, escritas... não aguento mais isso.
Catarina estava visivelmente triste. Mesmo que ela pudesse ser considerada uma cliente de difícil manejo, nunca houvera situação em que ela demonstrasse aspectos mais frágeis de si mesma. Maria ouvia atentamente o que sua paciente dizia e algo, uma voz sutil em Maria, dizia que aquela era a chance que ela estava esperando.
Continua...
Interessante ver que Catarina vivência sentimentos tao comum para nos, senti-me parecida com Catarina percebo semelhanças em algumas frustrações,também são minhas.
ResponderExcluirInteressante ver que Catarina vivência sentimentos tao comum para nos, senti-me parecida com Catarina percebo semelhanças em algumas frustrações,também são minhas.
ResponderExcluirObrigado, Jane. Acho que Catarina reflete um pouco (ou muito) de todos nós. Continue acompanhando, é sempre um prazer ler e responder seus preciosos comentários. :)
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