Só aquilo que somos realmente tem o poder de nos curar (Carl Jung)

sábado, 21 de maio de 2016

Catarina e a terapia II

- É mesmo surpreendente começar a tarde de trabalho com um elogio desses, Catarina. - Disse Maria.
Catarina, sem entender muito bem o que estava acontecendo, pois esperava uma resposta menos polida, ficou sem jeito:

- Como assim? Eu te elogiei?

- Claro, ao me chamar de faxineira! Veja, sem as faxineiras esse ambiente não seria tão limpo e nem tão agradável. Elas chegam antes de todos, pegam um transporte público horrível e, na maior parte das vezes, não as vemos reclamar. Pra mim isso foi um elogio, porque elas são sinônimo simplicidade, esforço e trabalho duro.

Catarina continuou sem saber o que dizer. Ela estava acostumada a discussões acaloradas, mas aquela resposta da terapeuta Maria a desconcertou. Queria encontrar um lugar para se esconder e não achou. O que lhe sobrava era entrar por aquela porta aberta por Maria.
Dentro da pequena sala do consultório havia iluminação branda, uma música suave ao fundo, duas poltronas e um carpete com figuras geométricas estampadas, criando um território entre a terapeuta e Catarina.






Continua...

2 comentários:

  1. A simplicidade está nas coisas pequenas, muito bonito a forma como Maria encara as coisas-amei esse texto.😍

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    1. Maria nos deu uma boa lição de moral! A simplicidade é mesmo algo difícil de atingir. É muito bom saber que vc gostou do texto. Próximo sábado haverá mais um capítulo. Espero contar com seus comentários mais uma vez. Paz e um grande abraço.

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