Só aquilo que somos realmente tem o poder de nos curar (Carl Jung)

sexta-feira, 20 de maio de 2016

O mágico

Ruge o corpo em desalinho
beijando a retidão do horizonte
fazendo do mistério imprevisto cadinho
das cores e sons contidos no instante.

Da cartola sai o coelho, o gato, o passarinho
num toque suave da mão sortuda e contente
do silencioso mágico que de sua seda e linho
faz brotar as maravilhas da desventura dissonante.

O regurgitar das palavras sai de mansinho
na loucura e insanidade do verso inconstante
que só o que teve a asa quebrada no torvelinho
das emoções em profundidade agoniante

sabe ver o resultado daquele espinho
que nasceu junto àquela rosa fulgurante
e que soube se fazer em fluidez e carinho
ao ver a luz e o brilho da calma constante.

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