Só aquilo que somos realmente tem o poder de nos curar (Carl Jung)

segunda-feira, 16 de maio de 2016

A tecelã

Estou na rachadura oca da árvore
que se estende da terra aos céus
beijando a luz com suas folhas
de corpo alongado e verde.

Faço meu atelier entre as sombras,
a solidão e as cascas quase soltas
do interior invisível aos amantes
que preferem o sabor dos frutos.

Sou a vida do Criador
onde outrora era morte e escuridão.
Meus fios partem daqui para acolá
fazendo do vazio moldura e contraste.

Eles são claros como o primeiro raio
e fortes como o último trovão.
Nas arestas estão os nós
que prendem a rede da esperança.

Descanso por dentre meus fios
e desperto ao mínimo toque
daquilo que faz vibrar meu corpo
e a despertar meu desejo de harmonia.

5 comentários:

  1. Respostas
    1. Obrigado, Jane! Fico feliz em saber que minhas palavras mais sinceras tenham tido esse efeito. Realmente muito feliz. Namastê.

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    2. Obrigada, Diego! É de grande relevância essa atenção que tem em responder ao meu comentário. Fico ainda mais feliz.

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  2. Verdadeiramente encantador. ����

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    1. Obrigado! Que o encantamento continue sendo positivo. ;)

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